segunda-feira, 25 de maio de 2015

Adaptação na creche-escola: Adaptam os pais ou filhos a nova rotina?

Lembro perfeitamente da sensação quando trabalhei em creche-escola e começava uma adaptação nova. Era um sofrimento! Sofriam todos! Pai, filho e no meu caso, estagiária.  Naquela época pensava muito no sofrimento da criança e não pensava na batalha interna que os pais travavam para deixar os filhos nas mãos de desconhecidos.

Após certo tempo, você começa a entender que deixar um filho na escola não é lá um bicho de sete cabeças, você mesmo não foi para escola um dia?! Pode até ser que naquela época você tenha entrado na escola um pouco mais tarde. Com toda essa vida moderna, corrida e cheia de tecnologias os pais são obrigados a deixar os filhos nas escolas cada vez mais cedo.

A escolha foi feita e a escola pesquisada a dedo, ai entra o período de adaptação. A adaptação na creche-escola nada mais é que um processo onde pais e filhos tem que se acostumar com uma nova rotina. A criança que antes ficava sobe os cuidados da mãe/pai/avó em casa, passa pelo processo de adaptação na nova rotina da creche-escola.

Foram várias as vezes que participei de adaptações e a maioria delas eram mais voltadas para os pais do que para a própria criança. Claro que as crianças choravam, sentiam a falta dos pais e da rotina de segurança que existe no lar, porém, com todos os atrativos que uma creche-escola possui nenhuma saudade era eterna. Da mesma forma acontece com os pais, a saudade existe  sim, mas o trabalho acaba ocupando a mente até que seja hora de buscar o filhote na escola.

Depois que cheguei a esta conclusão, comecei a pensar no sentimento que os pais ficam ao deixar os filhos na creche-escola. Por este motivo, pedi algumas amigas que passaram por isso recentemente para me contar uma pouquinho deste sentimento, vamos aos relatos?!

Raquel e Martina: “Nós procuramos uma escola porque acreditamos que estava no momento dela ir e de conviver com os colegas. A gente precisa deixá-la na escolinha, então temos que enxergar como uma parceira e não como algo que não vai ajudar. A Martina ficou uma semana de adaptação que ia aumentando gradativamente, começou com 30 minutos,  depois 40 e 50 minutos. Depois da primeira semana ela já ficou a tarde toda. Pra mim a adaptação foi muito tranquila, tem mães que choram e tal eu não chorei porque estava certa do que estava fazendo, estava tranquila porque sabia que aquilo era o melhor pra ela e como eu já estava na função de colocar ela pra dormir no berço sozinha foi mais fácil e me fez ser mais forte para passar por isso. A segurança é importante passar pra ela, porque se ela não sentir confiança, ela não vai confiar no local e não vai se sentir segura com as pessoas que vão cuidar dela.”

Renata e Moisés: “Quando resolvi colocar o Moisés na creche foi porque minha mãe estava com um problema no ombro e não conseguia mais pegar peso. Me doeu muito! O Moisés começou a adaptação próximo ao carnaval, o que foi péssimo porque esse tempo maior de convívio comigo fez o retorno dele na adaptação ser muito difícil. Já quase adaptado ele teve rotavírus e teve que ficar afastado da creche por 15 dias, ou seja, tive que iniciar a adaptação do zero. O pior nisso tudo foi perceber que ele usava o choro para me convencer a tirar ele de lá e o pior ainda foi me controlar para não ser convencida. Por mais que saiba que preciso fazer isso, que no futuro eu vou me conformar com essa decisão eu sempre tenho a certeza que é melhor largar o trabalho e cuidar dele em casa. Me cobro muito por deixar ele com pessoas desconhecidas. Toda vez que assisto nos jornais crianças sendo agredidas em creche eu começo a inventar um monte de desculpas para não leva-lo.  Ainda sim eu vejo que ele desenvolveu muito, que gosta das tias e já não chora mais.”

Mariana e Helena*: "A Helena foi para a escola aos 2 anos. Achamos que já estava na hora dela ir para a próxima escola e largar um pouco os laços com as vovós. Acompanhei a primeira semana de adaptação dela e foi tudo ótimo  Como eu levava e buscava ela todos os dias a adaptação foi excelente, pois ela se sentia segura com a minha presença. Na segunda semana ela passou a ir na van e aí a coisa ficou mais complicada. Ela chorava e não queria ir e eu me sentia a pior mãe do mundo. Não podia mais me ausentar do trabalho e ela repetia: cola não, mamãe, cola não! Aguentamos firme e essa fase logo passou. Hoje ela está super adaptada, adora a escola, sempre tem uma novidade." 


Carla e Miguel: "Resolvi colocar o Miguel na escola porque precisava voltar ao trabalho, mesmo antes de terminar a licença maternidade, naquela época ele tinha uns 4 meses. Como estava sozinha nessa jornada tive que encarar a realidade e voltar ao trabalho, não tinha outra opção a não ser o berçário. Pesquisei as melhores opções e não poupei nem 1 real para que ele ficasse numa boa escola. O início foi muito difícil porque ele ainda mamava no seio, tinha que ir a escola a cada 4 horas amamentar, era uma alivio ver meu filho e esvaziar os seios. Cada ida a escola era uma choradeira dele e minha. Foram uns 3 meses assim! Depois de um tempo tudo deu certo, ele ficava mais calmo nas minhas partidas e eu mais confiante na escola. Foi difícil? FOI! Foi a pior coisa do mundo? NÃO! Porque eu estava certa que era o melhor pra nós dois."


A adaptação deve ser vista como um momento de transição na vida da criança, da segurança do lar para o mundo desconhecido da escola. Por isso é muito importante visitar várias escolas, perguntar sobre a rotina, conversar com as professoras responsáveis, pesquisar na internet... é importante ter segurança com a escolha feita. Vale lembrar que nenhuma escola é perfeita e erros acontecem, desde trocar a chupeta até uma mordida de um amiguinho. 

Quando os pais não tem certeza da sua decisão, quando a insegurança ainda assombra, vejo uma adaptação mais tumultuada, como muito sofrimento e lágrimas. Lembro até de alguns casos da minha época de estagiaria! Podemos perceber pelos depoimentos das nossas lindas mães que a segurança é base primordial nessa relação. Se os pais transmitem essa segurança para os filhos a adaptação acontece de forma mais natural, menos dolorosa eu diria. 

E vocês mamães e papais, já se adaptaram a escola? 

* Nomes fictícios!



quinta-feira, 21 de maio de 2015

Umectação Capilar

Lembro-me da época em que usava uns cremes de hidratação da Kanechom, tinha um inclusive que era uma arco-íris, tipo uma salada de frutas sabe?! Ai minha irmã começou a usar uns óleos no cabelo, eu curiosa que sou tacava aquilo também achando que esta mega hidratado. Em toda essa história vale dizer que o cabelo da minha irmã é cacheado e o meu liso. Então tudo que ela usava, eu usava junto... era óleo, creme de pentear para cabelos cacheados da Seda, etc. A verdade era que vivia com o cabelo grudento.

O tempo passou e outro dia no Pilates uma garota disse que estava passando óleo de abacate no cabelo porque ouviu dizer que ajudava no crescimento e na hidratação. Teimamos uma com a outra e ela me disse que a técnica era a umectação. Cheguei em casa e fui pesquisar... era VERDADE! Pelos menos minhas pesquisas disseram isso.

O principal argumento das pessoas que utilizam esta técnica é baseada no cabelo das indianas. Homens e mulheres na Índia massageiam o cabelo com óleo vegetal para garantir um bom crescimento capilar e proteger o couro cabeludo de agressões externas.


A umectação indiana envolve massagear o couro cabeludo e depois espalhar óleo ao longo dos fios, de nada adianta besuntar o cabelo e achar que vai ter resultado. A massagem é de extrema importância, pois a articulação sanguínea é ativada e consequentemente o óleo é mais absorvido. Esse é o argumento: garantir a hidratação natural dos fios.

Como fazer a sua umectação:

Primeiro passo é garantir um óleo vegetal de boa qualidade, como: azeite extra virgem, abacate, coco, rícino. Atenção! Tem que ser óleo vegetal, se o usar o mineral não vai ter o mesmo resultado.

Segundo passo é assistir uns vídeos de massagem capilar, gosto de pesquisar como massagem capilar ayurvédica. Se não tiver paciência, passageie o couro cabeludo com as pontas dos dedos, da testa para a nuca em movimentos suaves e contínuos.

Terceiro e último passo: A aplicação. Não precisa lavar o cabelo para aplicar, pode fazer com ele sujo mesmo. Comece massageando o couro cabeludo, sem óleo ainda, faça isso pelo tempo que aguentar. Depois molhe as pontas dos dedos no óleo e continue massageando, depois é só espalhar no comprimento dos fios. As indianas costumam passar dias com o cabelo assim,  eu consegui no máximo um dia e uma noite.

O que eu achei:

Ainda não tenho uma opinião formada sobre hidratação e nem sobre o crescimento capilar que dizem ter efeito. Eu acredito que a massagem possa ter efeito sobre o crescimento sim porque você estimula a circulação sanguínea naquela região e não acho que o óleo vá influenciar nesse processo.

Fiz duas vezes, a primeira vez tomei uma surra pra tirar o óleo no comprimento dos fios. Como na raiz foi fácil de limpar achei que o comprimento estivesse bom, mas depois de secar percebi que ainda tinha muito o que ser retirado. Na segunda vez que fiz a umectação usei menos óleo e consequentemente o cabelo ficou mais fácil de lavar e limpo.

Sobre a hidratação eu não tenho nenhuma opinião formada, dizem que o resultado vem a longo a prazo, que é um tratamento demorado mais com excelentes resultados. Não senti nada próximo aos resultados com máscaras, nada de cabelo derretendo, nada de cabelo chapado, nada, nada.  Por enquanto vou continuar tentando para ter um opinião 100% formada.

Uma coisa eu sei, se eu usar o óleo no cabelo com o trabalhão que dá e ficar com o cabelo um pouco parecido com os das indianas eu já me dou por satisfeita. Que cabeleira linda!!!


 



terça-feira, 19 de maio de 2015

Ponto Final ou Reticências?!



Assunto interminável por aqui é o tal do relacionamento.
Ohhh, coisinha difícil esse negócio de se apaixonar...Na verdade se apaixonar é fácil! Difícil mesmo é desapaixonar. Praticar o tão falado “desapego de gente” não é mole não, mas tem horas que não há coisa melhor a se fazer. Seria tão mais fácil se existisse uma pílula ou um suco “Detox de Gente”, não é mesmo?! Mas infelizmente isso não existe e cabe a você exercitar com afinco essa tarefa do desapego, pra seguir em frente, renovar as esperanças, e deixar a vida fluir novamente.

Quem nunca se viu nessa situação, definitivamente nunca se apaixonou de verdade. Não interessa como, aonde ou o tempo que durou a relação, seja ela namoro, casamento ou uma ficada dessas sem começo, mas também sem fim. Desapegar sempre é complicado!

Você não está feliz no relacionamento, ele não corresponde mais às suas expectativas, mas você insiste naquilo, vai empurrando com a barriga, por comodismo, medo de ficar sozinha, preguiça de recomeçar, ou seja, lá o que for  e não se dá conta que está com as portas pra felicidade fechada. Não que a felicidade dependa exclusivamente de um relacionamento, mas se ele é algo que está te deixando infeliz e você se amarra à ele, você está sim deixando de ser feliz.

Como bem diz Marcelo Jeneci: “Felicidade é só questão de ser!”

Porém para SER, você precisa querer! Esse é o ponto!

O fracasso de um relacionamento não precisa ser culpa de A ou B. Muitas vezes não dá certo porque não tem que dar mesmo! Essa coisa de culpabilizar o outro e se vitimizar é ótima para justificar o fim, mas bem sabemos que nem sempre é verdade e o tempo que se perde tentando achar o verdadeiro culpado, não resolve o problema e só atrasa sua vida. Pensa bem: se acabou, de que adianta saber de quem foi a culpa?! Joga a culpa no destino, no universo, na vida, em qualquer um, mas toca o bonde, pois como diz uma amiga minha: “Jacaré parado vira bolsa!”

Siiiiiim!Eu sei que não é simples tocar o bonde. Sei que o tempo, aquele mano velho  é cruel e parece não passar quando mais precisamos dele, mas você precisa querer seguir em frente e dar uma nova chance ao coração, mesmo que seja pra dar tudo errado de novo. O importante é viver novamente bons momentos.

Não estou dizendo que devemos abandonar o barco na primeira dificuldade não. Eu sou do tipo que tenta e insiste muito numa relação, mas como todo mundo, um dia me canso e sofro muito pra me desapegar. Acho que só desapego mesmo, quando me apego novamente a uma outra pessoa e acho isso péssimo pra falar a verdade! 

Acho que o certo é desapegar, se dar um tempo, fazer uma faxina interna, arrumar a bagunça deixada pelo outro, para então reabrir as portas do estabelecimento Coração novamente. Mas quem sou eu pra mandar no coração, né?! Ele sempre me enrola e fica acumulando um monte de cacareco já sem utilidade lá dentro.

Esse período de tentativas é o que eu chamo de reticências. Quando se trata de namoro ou casamento é aquela fase “ioiô”. Você termina e volta mil vezes até desistir de vez e reassumir o status de solteira. O período de reticências é mais visível nesses relacionamentos entre os famosos” ficantes fixos”. Diga-se de passagem eu odeio esse status! Você tem algo com a pessoa, se falam todos os dias, existem sentimentos como: carinho, saudades, ciúmes e tudo mais, mas não pode haver cobrança. O lema do “pegue, mas não se apegue!” é o que norteia esse tipo de relação.Acontece que quando se prolonga por muito tempo sem evoluir para um namoro real, nem sempre acaba bem.  Compromisso é um negócio que existe, ou não existe! 

Essa situação em cima do muro é muito prática porque abstém qualquer um de responsabilidade. Olha eu culpando alguém!!! Você encontra o seu “ficante”numa festa com outra pessoa, ou ele simplesmente te dá um oi com 2 bitoquinhas e vai curtir com a galera dele  e você tem que achar tudo muito normal, pois vocês não são namorados. Mas que história é essa de seu?! Lembre-se que ele pode ser seu e de todo mundo. Viu como é difícil?! Quando se trata de um objeto é fácil compartilhar, mas de uma pessoa?!

Mas o que você faz com a saudade e as mensagens fofas que trocaram a semana toda?! É óbvio que esse contato diário gera expectativa! Aquele papo de manter expectativas baixas para evitar frustrações é lindo, mas quem é que consegue isso?!

Deletar as mensagens, apagar o número, excluir das redes sociais não vai resolver o problema, porque você não tem essa tecla do delete, lembra?! Diante dessa situação, você precisa decidir se vai se manter na fase de reticências, estando ali disponível para o outro quando ele estiver com vontade de ser disponível pra você, ou se vai dar um ponto final e partir pra outra. Se você conseguir se manter na fase de reticências, mas com portas ou pelo menos janelas abertas para a vida, ok! Sinal que você sabe lidar com esse tipo de relacionamento. Eu sei que eu não dou conta, porque sempre fui de me envolver, me apegar e acabo sendo a trouxa da história, cheia das expectativas.

De que adianta seguir com uma relação que não vai dar em nada?! Enquanto você está ali disponível, esperando a mudança de comportamento ou a existência de vontade do outro, você deixa de conhecer novas pessoas e/ou oportunidades. Fica com essa história de nutrir saudades por alguém que não faz o menor esforço pra estar ao seu lado.

Se você parar pra avaliar bem, pode ser que conclua que na verdade o relacionamento que você tem é só com a saudade mesmo. Ah, por favor, né?! 
Vamos mudar esse status de relacionamento com a saudade. Deixe de TER saudade, para SER a saudade de alguém. Saudade é o tipo de coisa que só deveria existir quando verdadeiramente correspondida, porque sentir saudade sozinha machuca o coração e bagunça demais o juízo da gente.

Então simbora! Avalia essa vida aí, joga o relacionamento na balança, se olha no espelho, dá um beijo no ombro e diz: “Yes,I can!”

Dane-se que o inverno está chegando e você adoraria estar junto à ele. Compre um cobertor e um casaco bem quentinho!

Dane-se que suas amigas estão todas namorando, enroladas ou sei lá o que! Saia no meio dos casais mesmo e faça novos amigos. Difícil é arrumar companhia pra enterro. Pra badalação sempre tem uma alma vivinha perdida.

Esquece aquele ritual de ler as mensagens antigas, pensar nos planos a dois não concretizados, fiscalizar status no whatsapp, acompanhar ele nas redes sociais e cantar aquelas músicas de dor de cotovelo a plenos pulmões, porque você só vai chorar e se encher de rugas. Ele não vai dizer que é verdade, que tem saudades e que ainda pensa muito em ti, ok?!

Vamos combinar que Botox tá caro e não fica bem em todo mundo, tá?! 

Corte o cabelo, dê um tapa no visu, programe uma viagem (mesmo que sozinha) e vá em busca de ser feliz! 
Não esqueça de uma coisa: a busca é ser feliz, e não necessariamente encontrar alguém! Se pooooor acaso aparecer um novo alguém, se apaixone de novo, se entregue, se perca, se largue e viva todos os momentos possíveis de felicidade!
Que seja infinito enquanto te fizer bem!

                        

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Habemus um exagero "sobrancelhístico"

Outro dia cheguei em casa me achando a linda de bonita com a sobrancelha feita, design e hena, meu esposo olhou pra minha cara e começou a rir. Teve a cara de pau de me perguntar se eu tinha um bigode desenhado na cara. Não me aguentei e comecei a rir!

Na verdade ele sempre me perturbou porque tenho as sobrancelhas um pouco arqueadas. Gente eu nasci com elas assim... o que eu faço?! A louca resolveu mexer na sobrancelha e obviamente não deu certo, ficou toda falhada e torta. Foi ai que procurei um profissional bacana que resolvesse a burrada que tinha feito, a solução foi passar uma hena pra fechar os buracos e arredondar mais a curva arqueada. Ficou linda! Dai eu chego em casa e sofro bullying novo.

Resolvi que iria fazer uma pesquisa de desastres de sobrancelhas para mostrar para o lindo de bonito do meu esposo que as minhas são lindas. Pesquisa vai e pesquisa vem, descobri muito sobre o universo histórico da sobrancelha. Saca só!

Do final da década de 1890 até meados da década de 1910 durante a era Vitoriana, o sinônimo da beleza da mulher era de extrema palidez. Além disso, a fragilidade feminina era exaltada com olhos tristes e emoldurados por sobrancelhas cheias e naturais.


A década de 1920 rompe radicalmente com a anterior. A 1ª guerra mundial força as mulheres a entrarem no mercado de trabalho, as roupas tornam-se simples e práticas para acompanhar essa nova rotina.  As sobrancelhas transformam-se num traço fino e reto. No auge do cinema mudo, as expressões faciais eram 100% das emoções, e a forma e curvatura das sobrancelhas contribuíam para o olhar pensativo.


Já na década de 1930, as sobrancelhas mantêm a espessura fininha, mas ao invés de retas, ganham a forma de um arco, conferindo um ar de surpresa às mulheres da época. Para isso, elas são pinçadas, raspadas e redesenhadas.



Na década de 40, elas voltam a ganhar espessura, mas mantêm o arco. Ainda vivenciando os efeitos da 2ª Guerra Mundial, o semblante da década é mais sóbrio e as sobrancelhas são mais curtas.


Na década de 1950, auge do glamour, as sobrancelhas ganham mais detalhes. Continuam espessas como as de 40, mas o arco central ganha uma leve acentuada, levantando o olhar.

Audrey Hepburn

Marilyn Monroe

Na década de 1960, há uma releitura suavizada da década de 30 e as sobrancelhas são novamente afinadas e retomam a forma de arco.

Jackie Kennedy

Sophia Loren

É difícil definir apenas um estilo de sobrancelhas durante a década de 1970. Tinha de tudo, grossa, fina, arqueada, arredondada, etc.

 Diana Ross

A década de 1980 é marcada por sobrancelhas naturais, no melhor estilo peluda mesmo e dai?! Quanto maiores, mais cheias e intocadas mais na moda elas estavam.
Malu Mader

Na década de 90, a depilação vira uma febre e as sobrancelhas, coitadas, são atacadas com pinças, ceras, tesouras e outros instrumentos de tortura. Muitos crimes “sobrancelhísticos” foram cometidos nessa época e muitas mulheres se arrependeram amargamente anos depois.
É incrível ver mudanças das sobrancelhas das mesmas mulheres em pouco menos de 10 anos! E a gente achando que só a Floresta Amazônica foi devastada! Que dó!

Angelina Jolie

Julia Roberts

Ainda bem que a moda passa. Ufa!

Nada mais de linhas finíssimas acima dos olhos! Pelo menos por enquanto! É que desde meados de 2000 até os dias de hoje, o que se vê são diversas formas e tamanhos de sobrancelhas convivendo em harmonia. Tudo pode, pode tudo e parece não haver um padrão definido. Até ai nenhuma novidade, até porque a sobrancelha hoje é feita conforme o seu tipo de rosto e sob medida.

Ai depois de muito ler e pesquisar sobre o universo das sobrancelhas, me cerco de todas as informações pra debater com o digníssimo esposo #soudessas, encontro uma série de desastres. Alguns a pessoa tem a consciência disso e outras saem de casa achando que tá linda! 










E vocês gatas, estão com a sobrancelhas em dia?

domingo, 10 de maio de 2015

Um sonho de menina grande: ser mãe!

Desde que me entendo por gente tinha a certeza que um dia seria Mãe. Nos meus mais lindos sonhos eu era mãe de uma menininha linda, afinal de contas para uma mãe não existe filho feio. Sempre que podia colocava meu sonho em prática e carregava comigo minha “filha”. Uma boneca linda que eu batizei de Beatriz.Conversávamos muito sobre a vida, sobre os meus grandes problemas infantis, que se limitavam às minhas secretas paixões platônicas, brigas bobas com minha mãe e minhas irmãs e sobre o que eu seria quando crescesse.


O tempo passou e nem me lembro do momento em que me separei de Beatriz e fui ser quase gente grande no mundo real. Aqui no mundo real, hoje já como gente grande, sou Mãe de uma menininha mais linda do que a Beatriz e do que aquela que eu via nos sonhos, e toda essa lindeza não é só coisa de mãe, tá?! 

Não foi uma gravidez planejada, mas em momento algum foi indesejada. Antes de divulgar a notícia até mesmo para o pai, já tinha a certeza que daquele em momento em diante minha vida seria pra ela. Não sei se foi o estágio com a Beatriz, mas quando minha boneca de verdade chegou, parece que muita coisa eu já sabia fazer. Neste momento passei a acreditar naquela história de instinto maternal. 

Nunca entendi a linguagem de sinais, mas entendia todos os seus anseios, desejos e aflições sem que ela soubesse dizer uma única palavra. Suas expressões faciais e gemidos viraram uma linguagem mundialmente clara no nosso mundo composto por Mãe e Filha! Enquanto estava grávida, meu maior medo era não acordar à noite com seu chorinho, mas percebi que mãe nunca dorme de verdade, pois qualquer gemido era capaz de me despertar atenta e disposta para socorrê-la, ou simplesmente voltar a coçar suas costinhas para embalar novamente seus lindos sonhos de princesa.

Tive a sorte de estar disponível para me dedicar exclusivamente à minha filha até os 15 meses de idade, pois não estava trabalhando fora, mas sei que hoje em dia isso é cada vez mais difícil, pois as mães precisam trabalhar e essa primeira separação é dolorosa tanto para a mãe quanto para a filha. No meu caso mesmo tendo aproveitado um pouco mais, não foi diferente, mesmo com a tranquilidade de poder deixar com a vovó, sempre muito dedicada e com um amor tão grande ou ainda maior que o meu. 

Nessa volta ao trabalho, você se dá conta do quão SUPER é uma mãe! Você quer dar conta do trabalho no mesmo ritmo anterior, quer acompanhar a rotina e as descobertas do filho em casa ou na creche, quer suprir à falta que sentiram um do outro durante o dia, precisa cuidar dos afazeres do lar, administrar sua vida de um modo geral e por mais impossível que pareça, pode acreditar: você consegue, pois o dia de uma mãe parece ter 36h de duração!

Só parece, mas não tem!

Obviamente ela se cansa, ela se culpa, ela sofre, ela erra, pensa em jogar tudo pro alto pra viver só para o filho, mas é preciso seguir em frente. Nessas horas me lembro da Maria: “Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre...”.

Mãe, assim como a Maria, traz uma marca no corpo e consegue como ninguém misturar a dor e a alegria.

Essa questão da culpa é tão comum nas conversas entre mães, mas o consolo é sempre o mesmo: lá na frente seu filho vai entender todos os motivos pelo qual você não esteve presente ao seu lado em todos os momentos. E isso é bem verdade! Você tem todo o direito de se sentir culpada, só não pode passar isso para a criança. Ao invés de só dizer que faço isso pelo futuro dela, eu sempre digo à minha filha como é importante ela estar na escola, pra aprender e crescer junto com a tia e os coleguinhas. Acredito que assim ela sinta menos a minha saída.

Não estar presente, é bem diferente de ser ausente. Tem muita mãe que passa o dia em casa, abre mão da carreira por vontade própria ou por falta de oportunidade, mas não dá atenção para o filho, por falta de paciência ou qualquer outro motivo. Não importa o tempo que você tem com seu filho, mas sim o que você faz nesse tempo que tem.

A vontade de acompanhar os filhos mais de perto, tem aumentado cada vez mais o número de mulheres empreendedoras no mercado de trabalho, principalmente o informal. Basta ter alguma habilidade seja culinária, artística ou intelectual e começar a comercializar seu dom. O mercado de festas infantis é um bom exemplo disso, mas falaremos sobre assunto de forma mais ampla num post mais específico.

Um filho muda toda a vida de uma família: pai, avós, titios, irmãos, madrinhas, mas com certeza a vida que mais muda é a da Mãe e por isso é a mulher quem decide a hora de se tornar uma. O corpo muda, a cabeça pira e as prioridades então nem se fala.

E se o relacionamento com o pai da criança termina, ou nunca existiu de fato?!
Você vai continuar sendo mãe estando a criança morando com você ou não. Na nossa sociedade a grande maioria das crianças fica com as mães após a separação do casal, mesmo com a nova lei de guarda compartilhada, que diferente do que muitos pensam, vai muito além da questão de alternância de domicílio e ainda tem muito o que ser discutida para que seja bem cumprida.

Como mãe solteira, você passa de SUPER a MEGA, MASTER,ULTRA! Agora além de exercer seu papel de mãe, você precisa voltar a se relacionar com o mundo e isso não é nada simples. Por mais que digam que não faz diferença ter ou não um filho para se relacionar novamente com outras pessoas, digo com muita experiência que faz sim!

Existem várias novas questões na sua vida como mulher-mãe! O seu corpo mudou após a maternidade. Esse "grilo" é totalmente nosso, porque os homens mesmo nem ligam e existe só inicialmente, porque depois passa. Eu era super grilada com a cicatriz da minha cesárea e morro de saudades até hoje meus seios maiores e mais durinhos da era pré-maternidade, mas nunca deixei de me relacionar com ninguém por isso. É só uma questão de criar intimidade.

Você passa a ser mais criteriosa ao escolher as pessoas com quem se relaciona, afinal de contas você precisa saber bem quem vai frequentar a sua casa, pois sua filha está lá.

Você pode sim dar um beijos por aí sem compromisso, ter “peguetes” e paixonites passageiras, mas não deve envolver a criança nesses relacionamentos, pois confunde demais a cabeça dela. A melhor coisa a dizer nesses casos, é que é um amigo da mamãe e pronto. Na hora que você sossegar com alguém, não necessariamente se casar, aí sim pode fazer passeios, viajar, inserir o sujeito na vida criança de uma forma geral. Tem ainda a parte do tempo disponível para se relacionar. Você não é mais a gata livre leve e solta, que pode pegar a mochila numa sexta qualquer, se mandar pra um lugar paradisíaco com o gato e ficar off do mundo por uns 3 dias.

É preciso aprender a trabalhar com escala, vale-night, esse tipo de coisas! Para isso a compreensão do parceiro é fundamental, por isso não pode ser qualquer um entende?! Muitas vezes até com planejamento pode dar tudo errado. Se a criança ficar doente ou se o pai não vier buscar no dia combinado e você não tiver outra pessoa de confiança para deixá-la, já era a viagem a dois. Ou cancela ou acrescenta o "kit-gás" no passeio, ou seja: vão viajar os 3! Se houver parceria, tudo dá certo e acaba sendo até divertido!

A única certeza que tenho hoje é que não trocaria esse amor por nada nessa vida, pois sem dúvida alguma esse furacãozinho que invadiu minha vida e toma conta dos meus dias, foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida!
Essa certeza de não ser mais sozinha no mundo é o que me faz acordar todos os dias acreditando que sou capaz de ir além, de me tornar uma pessoa cada vez melhor, para de alguma maneira construir um mundo melhor para as próximas gerações!

Um dia lindo para todas nós que conseguimos transformar um sonho de menina em realidade, mesmo que nem sempre igual ao sonho original, mas da maneira como a vida nos presenteou, porque ser Mãe para mim já é o maior presente!