sexta-feira, 27 de março de 2015

Emoção à Flor da Pele


Nunca fui uma pessoa muito chorona... Muito emotiva sabe?! Daquelas que chora por qualquer coisa, pra arrancar uma lágrima minha sempre foi preciso muito esforço... Depois que fui mãe isso mudou significativamente, passei naturalmente a ser uma pessoa mais emotiva, vira e mexe me via com os olhos cheios de lágrimas por pensamentos e coisas que antes passariam desapercebidas...

Mas nas últimas semanas me vi especialmente mais emotiva ainda... Seja ao ver o filme da Thinker bell e o monstro na terra do nunca e me pegar debulhada em lágrimas no momento da hibernação do "monstro", seja a cada vez que minha filha dizia: "mamãe trabalhar não, mamãe", seja assistindo pela milésima vez o filme separados pelo casamento e refletir o quanto as pessoas às vezes se perdem pelas entrelinhas... Quando vc acha que o outro tem que adivinhar o que vc esta sentindo e não é completamente claro... Muitas vezes pra vc mesmo vc está sendo claro, mas vc nao usou as palavras exatas do que vc estava pensando, sentindo ou querendo, mas deduziu que o outro tivesse que ser capaz de advinhar... Eu também fiquei pensando no quanto às vezes as coisas se perdem porque não queremos "dar o braço a torcer", acreditamos que medir forças é mais importante e que provar que estávamos certos era mais importante do que salvar aquilo que julgávamos realmente importante... Isso tudo porque já vi aquele filme no mínimo 10 vezes e dessa vez consegui ver apenas alguns minutos, mas a sensibilidade do momento me fez me emocionar e pensar em todas essas coisas nos poucos momentos em que estive imersa ali...

E para completar a choradeira geral assisti ao filme a culpa é das estrelas... Na verdade não foi nada premeditado... Eu não estava querendo me debulhar em lágrimas e resolvi assistir o filme pra completar o balde... Aliás, antes de ver o filme eu comentei algumas vezes, acho que nem vou me emocionar... As pessoas falam tanto que você cria uma expectativa tão grande que dificilmente será alcançada... Você praticamente se obriga a chorar no filme pq todo mundo sai dele com a cara inchada e os personagens, você já sabe, estão doentes... Mas a verdade é que não é nada disso... Nada disso mesmo... O filme trouxe pra mim tudo muito além do que apenas uma doença em que as pessoas morrem no final... Atendeu sim as muitas expectativas e na verdade até as superou... O filme fala de viver os momentos nos momentos em que eles se apresentam a você... Em ser você mesmo... Em não ter medo de encarar seus medos... Em acreditar, em se entregar, se permitir... Tornar os momentos eternos... Se fazer inesquecível... Ser inesquecível é muito mais do que ser famoso, do que ter muito dinheiro, ter tudo e todos ao seu redor... Você pode ser inesquecível para uma só pessoa e isso já fará de você uma pessoa especial... O filme fala em não deixar de dizer as coisas que você sente... Em não deixar o momento passar e a não criar grandes expectativas se elas não dependerem somente de vc... Quando ela vai atrás do escritor pra entender o fim do livro na verdade ela cria uma expectativa de uma coisa que ninguém poderia dar a ela além dela mesma... O final.

Quando ela lê a homenagem do "suposto" funeral para ele, ela não deixa de dizer tudo o que sente... Afinal o funeral é para os vivos e nao para os mortos.... Por isso ela muda o discurso que efetivamente faz...

Enfim... Que possamos nos permitir as emoções... Que toda essa choradeira seja capaz de te mostrar o quanto você pode transformar as coisas em lições de vida e numa maneira de se fazer uma pessoa melhor!

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