Nunca fui uma pessoa muito chorona... Muito
emotiva sabe?! Daquelas que chora por qualquer coisa, pra arrancar uma
lágrima minha sempre foi preciso muito esforço... Depois que fui mãe
isso mudou significativamente, passei naturalmente a ser uma pessoa mais
emotiva, vira e mexe me via com os olhos cheios de lágrimas por
pensamentos e coisas que antes passariam desapercebidas...
Mas nas
últimas semanas me vi especialmente mais emotiva ainda... Seja ao ver o
filme da Thinker bell e o monstro na terra do nunca e me pegar debulhada
em lágrimas no momento da hibernação do "monstro", seja a cada vez que
minha filha dizia: "mamãe trabalhar não, mamãe", seja assistindo pela
milésima vez o filme separados pelo casamento e refletir o quanto as
pessoas às vezes se perdem pelas entrelinhas... Quando vc acha que o
outro tem que adivinhar o que vc esta sentindo e não é completamente
claro... Muitas vezes pra vc mesmo vc está sendo claro, mas vc nao usou
as palavras exatas do que vc estava pensando, sentindo ou querendo, mas
deduziu que o outro tivesse que ser capaz de advinhar... Eu também
fiquei pensando no quanto às vezes as coisas se perdem porque não
queremos "dar o braço a torcer", acreditamos que medir forças é mais
importante e que provar que estávamos certos era mais importante do que
salvar aquilo que julgávamos realmente importante... Isso tudo porque já
vi aquele filme no mínimo 10 vezes e dessa vez consegui ver apenas
alguns minutos, mas a sensibilidade do momento me fez me emocionar e
pensar em todas essas coisas nos poucos momentos em que estive imersa
ali...
E para completar a choradeira geral assisti ao filme a culpa é
das estrelas... Na verdade não foi nada premeditado... Eu não estava
querendo me debulhar em lágrimas e resolvi assistir o filme pra
completar o balde... Aliás, antes de ver o filme eu comentei algumas
vezes, acho que nem vou me emocionar... As pessoas falam tanto que você
cria uma expectativa tão grande que dificilmente será alcançada... Você
praticamente se obriga a chorar no filme pq todo mundo sai dele com a
cara inchada e os personagens, você já sabe, estão doentes... Mas a
verdade é que não é nada disso... Nada disso mesmo... O filme trouxe pra
mim tudo muito além do que apenas uma doença em que as pessoas morrem
no final... Atendeu sim as muitas expectativas e na verdade até as
superou... O filme fala de viver os momentos nos momentos em que eles se
apresentam a você... Em ser você mesmo... Em não ter medo de encarar
seus medos... Em acreditar, em se entregar, se permitir... Tornar os
momentos eternos... Se fazer inesquecível... Ser inesquecível é muito
mais do que ser famoso, do que ter muito dinheiro, ter tudo e todos ao
seu redor... Você pode ser inesquecível para uma só pessoa e isso já
fará de você uma pessoa especial... O filme fala em não deixar de dizer
as coisas que você sente... Em não deixar o momento passar e a não criar
grandes expectativas se elas não dependerem somente de vc... Quando ela
vai atrás do escritor pra entender o fim do livro na verdade ela cria
uma expectativa de uma coisa que ninguém poderia dar a ela além dela
mesma... O final.
Quando ela lê a homenagem do "suposto" funeral
para ele, ela não deixa de dizer tudo o que sente... Afinal o funeral é
para os vivos e nao para os mortos.... Por isso ela muda o discurso que
efetivamente faz...
Enfim... Que possamos nos permitir as emoções...
Que toda essa choradeira seja capaz de te mostrar o quanto você pode
transformar as coisas em lições de vida e numa maneira de se fazer uma
pessoa melhor!

Nenhum comentário:
Postar um comentário